Vinhos de Portugal:

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Os vinhos de Portugal são uma verdadeira jóia do universo vinícola devido à sua diversidade e riqueza.

Neste guia completo, você descobrirá porque a nação lusitana é tão renomada por suas uvas, técnicas tradicionais de cultivo e produção e sabores únicos.

Acompanhe a BVL nesta jornada enológica e explore as maravilhas que os vinhos de Portugal têm a oferecer.

Vinhos de Portugal
Vinhos de Portugal

Por que os vinhos de Portugal são famosos?

Existem várias razões que fazem dos vinhos portugueses bebidas famosas.

A diversidade das uvas, os climas variados e as técnicas de vinificação tradicionais resultam em uma ampla gama de sabores e estilos.

Além disso, a relação custo-benefício é notável, tornando os vinhos portugueses acessíveis a todos os bolsos.

A seguir, confira e explore as principais regiões produtoras de Portugal.

Regiões de Portugal produtoras de vinho

As vinhas de Portugal são um tesouro multifacetado que se desdobra em inúmeras regiões.

Cada uma delas traz uma história única e características vinícolas distintas.

Nesta seção, vamos explorar as diversas regiões produtoras dos famosos vinhos de Portugal, desde o frescor dos Vinhos Verdes até o caráter encorpado dos tintos do Douro.

Prepare-se para uma jornada sensorial através das paisagens e sabores que fazem destas regiões verdadeiros paraísos para os amantes da bebida dos deuses.

Região do Vinho Verde

É uma das regiões mais originais e diferenciadas de Portugal, marcada por uma influência atlântica, numa paisagem verde e úmida, com temperaturas frescas e chuvas abundantes.

É a maior região de Portugal, com uma área de cerca de 24000  hectares, ocupando uma mancha imensa por todo o noroeste continental, com a propriedade repartida por milhares de pequenas parcelas, por vezes pouco maiores que pequenos quintais.

Situa-se no extremo norte do país continental, delimitada a norte pelo rio Minho, estendendo-se pela costa atlântica até à cidade do Porto, e para sul até às margens do rio Vouga.

As vinhas concentram-se ao longo dos vales dos rios principais. Os solos são homogêneos e maioritariamente graníticos, férteis a muito férteis, de acidez elevada.

A denominação divide-se em nove sub-regiões distintas: Monção e Melgaço, Lima, Basto, Cávado, Ave, Amarante, Baião, Sousa e Paiva.

Monção e Melgaço apresenta-se como a mais singular das sub-regiões, a única que por se encontrar protegida da influência direta atlântica, apresenta um clima de influência marítima e continental, com vinhos mais encorpados e de graduações alcoólicas mais elevadas.

Região dos Vinhos Verdes
Região dos Vinhos Verdes

Saiba mais sobre a Região dos Vinhos Verdes.

Trás-os-montes

Situa-se no nordeste remoto de Portugal continental, separada do litoral por um conjunto de serras onde sobressai o Marão.

Caracteriza-se pela altitude elevada, sendo condicionada por um clima continental rigoroso que apresenta verões longos e escaldantes, seguidos por invernos prolongados e gélidos.

Os solos são graníticos, muito pobres e pouco produtivos, com algumas manchas de xisto.

A região de Trás-os-Montes encontra-se subdividida em três sub-regiões, Chaves, Valpaços e Planalto Mirandês, dispostas ao longo dos vales dos rios que as atravessam.

As duas primeiras sub-regiões situam-se no centro geográfico da denominação, encontrando-se o Planalto Mirandês no planalto da Serra do Mogadouro, a sudoeste da região.

As castas brancas dominantes dos vinhos de Portugal são Códega do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Síria e Viosinho, e nas tintas Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Trincadeira.

Região de Trás-os-Montes
Região de Trás-os-Montes

Saiba mais da região de Trás-os-Montes.

Porto e Douro

O Douro é uma das regiões mais selvagens e agrestes do território nacional, talhada pelo vale do rio Douro e pela pobreza dos solos xistosos.

Em nenhum outro ponto de Portugal a intervenção do homem na paisagem é tão evidente, visível nos milhares de socalcos espalhados pela região, desafiando a gravidade das encostas íngremes onde as vinhas estão implantadas.

Pela sua beleza e monumentalidade, a região foi reconhecida pela UNESCO como “Património da Humanidade”.

O Douro demarca-se segundo o eixo do rio Douro, estendendo-se desde a fronteira com Espanha até cerca de noventa quilómetros de distância da cidade do Porto.

Fortemente montanhosa, a região encontra-se protegida da influência atlântica pela Serra do Marão.

O clima é habitualmente seco, com invernos frios e verões muito quentes, variando entre a precipitação moderada a oeste e a secura quase desértica das terras próximas à fronteira.

É no Douro que nasce o Vinho do Porto, principal embaixador dos vinhos nacionais, amparado nas duas últimas décadas pelos vinhos tranquilos do Douro que ganharam consideração e independência, afirmando-se hoje como fonte de notoriedade redobrada para a região.

Região do Vale do Douro
Região do Vale do Douro

Saiba mais sobre a região do Porto e do Douro.

| Leia também: Guia de visitação das melhores caves de Vinho do Porto

Távora e Varosa

Pelas suas características morfológicas de vale encaixado a alta altitude, a pequena região de Távora-Varosa está especialmente talhada para a produção de vinhos espumantes, tendo sido uma das primeiras regiões vitivinícolas nacionais a ser demarcada para a produção de espumante DOC.

Situa-se a nordeste da região do Dão, fazendo fronteira com a região do Douro.

As vinhas situam-se entre os 500 e os 800 metros de altitude, marcadas pelo clima extremo e de forte influência continental. Prevalecem os solos graníticos, com algumas manchas de xisto.

As castas predominantes são a Bical, Cerceal, Fernão Pires, Gouveio e Malvasia Fina nos brancos, e Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional nos tintos.

As castas francesas Chardonnay e Pinot Noir, decisivas na qualidade dos vinhos espumantes e com uma presença quase centenária na região, ocupam um espaço importante no encepamento da região.

Região de Távora-Varosa
Região de Távora-Varosa

Saiba mais sobre a região de Távora e Varosa.

Dão e Lafões

Rodeada por montanhas em todas as direcções, assente em solos graníticos muito pobres, a região do Dão estende as suas vinhas dispersas entre pinhais a diferentes altitudes, desde os 1.000 metros da Serra da Estrela até aos 200 metros das zonas mais baixas.

As vinhas são esparsas e descontínuas, divididas em múltiplas parcelas, com propriedades com áreas médias quase insignificantes.

As montanhas determinam e condicionam o clima da região, abrigando as vinhas da influência direta do clima continental e da influência marítima. Os solos pobres são maioritariamente graníticos.

Nas castas brancas salientam-se, para além do Encruzado, as variedades Bical, Cercial, Malvasia Fina, Rabo de Ovelha e Verdelho.

Nas castas tintas, para além da Touriga Nacional, salientam-se o Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz, para além das menos comuns Baga, Bastardo e Tinta Pinheira.

Região de Dão e Lafões
Região de Dão e Lafões

Saiba mais sobre a região de Dão e Lafões.

Bairrada

É uma região plana e litoral que se desenvolve numa faixa litoral marítima, de marcada influência atlântica, com chuvas abundantes e temperaturas médias suaves.

Foi uma das primeiras regiões nacionais a adoptar e a explorar os vinhos espumantes, estilo que continua a ser acarinhado na região

Os solos dividem-se entre os terrenos argilo-calcários e as faixas arenosas, consagrando estilos diversos consoante a predominância de cada elemento. 

O clima fresco e úmido favorece a elaboração dos famosos vinhos de Portugal, proporcionando uvas de acidez elevada e baixa graduação alcoólica.

Região de Bairrada
Região de Bairrada

Saiba mais sobre a região de Bairrada.

Beira Interior

É a região mais montanhosa de Portugal continental, compreendendo algumas das serras mais altas de Portugal.

O clima sofre de uma influência continental extremada, com importantes variações de temperatura, verões curtos, quentes e secos, e invernos prolongados e muito frios.

Os solos são maioritariamente graníticos, com pequenas manchas de xisto e, embora pouco comuns, manchas arenosas.

A Beira Interior encontra-se dividida em três sub-regiões, Castelo Rodrigo, Pinhel e Cova da Beira. Castelo Rodrigo e Pinhel, apesar de se encontrarem separadas por cadeias montanhosas, partilham características semelhantes.

Por sua vez, a Cova da Beira apresenta-se diferente, estendendo-se desde os contrafortes da Serra da Estrela até ao vale do Tejo, a Sul de Castelo Branco.

Região de Beira Interior
Região de Beira Interior

Saiba mais sobre a região Beira Interior.

Lisboa

As colinas ondulantes que se estendem ao longo da costa atlântica situada a norte de Lisboa acolhem algumas das zonas mais produtivas e heterogéneas de Portugal.

As vinhas estabelecidas junto à linha da costa sofrem de uma forte e decisiva influência atlântica, enquanto as vinhas implantadas no interior, protegidas da influência marítima pelos diversos sistemas montanhosos, beneficiam de um clima mediterrânico de transição.

Os vinhos das zonas costeiras apresentam graduações alcoólicas muito baixas, com uma leveza comparável aos vinhos do Minho.

Lisboa é composta por nove denominações de origem, agrupadas em três conjuntos geográficos característicos.

A sul, bem perto de Lisboa, encontram-se as denominações de Bucelas, Colares e Carcavelos.

No centro da região assomam as denominações de Alenquer, Arruda, Lourinhã, Óbidos e Torres Vedras, enquanto a norte sobressai a denominação de Encostas d’Aire.

Região vinícola de Lisboa
Região vinícola de Lisboa

Saiba mais sobre a região de Lisboa.

Tejo

A região do Tejo está localizada no coração de Portugal, a uma curta distância da capital de Lisboa.

Constituído por um património rico, o Tejo reivindica uma recompensa de tesouros históricos digitalizando as páginas do tempo, das ruínas romanas aos castelos góticos, dos mosteiros Manuelinos até aos vilarejos medievais em colinas.

Para os portugueses, o Tejo é conhecido como a terra das vinhas, olivais, florestas de sobreiro, gado Mertolengo, e dos famosos cavalos lusitanos.

A viticultura tem raízes profundas no Tejo, anunciada como uma das mais antigas regiões produtoras de vinho no país.

Vinhedos agraciaram as margens do rio Tejo desde os tempos romanos, e a influência das antigas culturas produtoras de vinho é evidente nas muitas relíquias arquitetónicas que pontilham a paisagem.

Anteriormente conhecido como Ribatejo, desde 2009 a região tem sido simplesmente chamada Tejo, uma homenagem ao rio que definiu a sua paisagem, clima e economia durante séculos. 

O rio é também responsável por moldar os terroirs distintos da região do Tejo, tornando as planícies ao redor e margens de rios um terreno ideal para cultivar uvas nativas para a fabricação dos vinhos de Portugal.

Região vinícola do Tejo
Região vinícola do Tejo

Saiba mais sobre a região do Tejo.

Península de Setúbal

A Península de Setúbal varia entre zonas planas e arenosas e a paisagem mais montanhosa da Serra da Arrábida. É aqui que nasce o Moscatel de Setúbal, um dos vinhos mais reputados de Portugal.

Os solos são igualmente heterogêneos, alternando entre as areias finas e profundas das planícies e os solos calcários e argilo-calcários da Serra da Arrábida.

O clima da região é claramente mediterrânico, com verões quentes e secos, invernos amenos mas chuvosos, e umidade elevada.

Só a Serra da Arrábida, pela altitude elevada e pela proximidade ao mar, beneficia de um clima de feição mais atlântica.

A Península de Setúbal compreende as denominações de origem, “Palmela” e “Setúbal” e a indicação geográfica da Península de Setúbal.

A denominação “Setúbal” está reservada para os vinhos Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo.

Região da Península de Setúbal
Região da Península de Setúbal

Saiba mais sobre a Península de Setúbal.

Alentejo

Região de ondulantes planícies, o Alentejo apresenta uma paisagem relativamente suave e plana que se estende por quase um terço de Portugal continental.

Só a Serra de São Mamede, a norte da denominação, se diferencia do padrão.

Os solos alternam entre o xisto, argila, mármore, granito e calcário, numa diversidade pouco comum.

O clima é claramente mediterrânico, quente e seco, com forte influência continental.

O Alentejo encontra-se dividido em oito sub-regiões, Borba, Évora, Granja-Amareleja, Moura, Portalegre, Redondo, Reguengos e Vidigueira, agrupadas em três grupos distintos.

Portalegre é a sub-região mais original, com solos predominantemente graníticos, influenciada pela frescura da Serra de São Mamede.

A paisagem oferece inúmeras parcelas de vinhas velhas, plantadas nas encostas íngremes da serra, beneficiando de um microclima único que confere frescura e complexidade.

Borba, Évora, Redondo e Reguengos personificam a identidade alentejana, terra de equilíbrio e harmonia, na proporção certa entre frescura e fruta, energia e suavidade.

As sub-regiões de Granja-Amareleja, Moura e Vidigueira, no Sul da denominação, oferecem vinhos mais quentes e suaves, com terras pobres e secas, onde a vinha sofre com a dureza do clima e a pobreza dos solos.

Região do Alentejo
Região do Alentejo

Saiba mais sobre a região do Alentejo.

Algarve

Situado no Sul de Portugal continental, o Algarve encontra-se separado da planície alentejana por uma cadeia montanhosa quase ininterrupta que percorre a região desde a fronteira espanhola até à costa atlântica.

O clima mediterrânico diferencia-se entre a costa a Leste de Faro, o Sotavento, mais quente e de forte influência mediterrânica, e a costa a Oeste de Faro, o Barlavento, mais fresca, úmida e temperada.

Os solos da região são heterogéneos, dividindo-se por entre zonas de predominância arenosa, argilosa, calcária, com raras zonas xistosas nas encostas das serras.

Região do Algarve
Região do Algarve

Saiba mais sobre a região do Algarve.

Madeira

Os vinhos de Portugal produzidos na Madeira são vinhos licorosos com uma capacidade de guarda quase ilimitada, conseguindo sobreviver durante mais de dois séculos.

As vinhas nascem alinhadas em pequenos socalcos levantados numa região extremamente montanhosa, de encostas escarpadas e vales profundos.

Situada no do Atlântico Norte, à mesma latitude de Casablanca, a Madeira beneficia de uma clima temperado e acentuadamente atlântico, com temperaturas amenas durante todo o ano.

Os solos são de origem vulcânica, férteis, muito ricos em matéria orgânica e ácidos, o que, aliado ao clima húmido, ao sistema de condução tradicional da vinha em pérgola, com a consequente dificuldade na maturação fisiológica das uvas, e aos rendimentos muito elevados, compromete a maturação das uvas, proporcionando vinhos com níveis de acidez muito elevados, característica marcantes de todos os vinhos da Madeira.

Região vinícola da Madeira
Região vinícola da Madeira

Saiba mais sobre a região da Madeira.

Açores

O arquipélago dos Açores, composto por nove ilhas, situa-se no oceano Atlântico, a meia distância entre os continentes europeu e norte-americano.

A influência marítima está patente na precipitação elevada e nas temperaturas amenas ao longo de todo o ano. Os solos muito pobres são de origem vulcânica.

Os Açores são constituídos por três denominações de origem, Graciosa, Biscoitos (na ilha Terceira) e Pico.

Historicamente, as vinhas foram estabelecidas dentro de currais, resguardadas das intempéries pelas paredes de pedra vulcânica que, libertando o calor acumulado durante o dia, ajudam a aquecer as vinhas durante a noite, protegendo-as igualmente da agressividade e inclemência dos ventos marítimos.

Região dos Açores
Região dos Açores

Saiba mais sobre a região dos Açores.

Quais os melhores vinhos de Portugal?

Escolher somente um entre os melhores vinhos de Portugal pode ser um tanto quanto subjetivo, uma vez que isso pode mudar conforme o paladar de cada degustador.

No entanto, alguns rótulos aclamados incluem o Vinho do Porto Graham’s, o Vinho Verde Quinta do Azevedo e o tinto Quinta do Crasto.

Você pode experimentar diferentes vinhos das várias regiões portuguesas para descobrir os que mais lhe apetecem.

Vinhos portugueses premiados

Os vinhos de Portugal conquistaram numerosos prêmios e reconhecimentos internacionais.

Entre os mais destacados estão o Prêmio Mundo Vini, no qual os vinhos portugueses têm sido regularmente premiados.

Vinhos do Douro e do Dão frequentemente se destacam nestas premiações.

Como importar vinhos de Portugal para o Brasil

Fazer a importação de vinhos de Portugal para o Brasil pode ser uma ótima maneira de ter acesso a uma variedade de rótulos.

Certifique-se de conhecer as leis e regulamentações de importação do Brasil, incluindo taxas e impostos aplicáveis.

Muitas vinícolas portuguesas também têm representantes no Brasil, facilitando a compra.

Como trazer vinhos de Portugal na mala

Se você pretende trazer vinhos de Portugal na mala para o Brasil, certifique-se de seguir as regulamentações alfandegárias do país.

A maioria dos vinhos pode ser transportada, mas há limites de quantidade.

Por segurança, use embalagens seguras para evitar quebras durante o voo.

Os famosos vinhos de Portugal
Os famosos vinhos de Portugal

Em resumo, os vinhos de Portugal são um verdadeiro tesouro do mundo vinícola.

Com uma incrível diversidade de regiões produtoras e uma herança enraizada no cultivo de uva e produção de vinho, Portugal é um destino imperdível para qualquer amante de vinho.

Seja degustando em terras lusitanas ou levando para casa, os vinhos portugueses são uma experiência sensorial única que certamente irá encantar seu paladar.

E agora que você conhece um pouco sobre os vinhos de Portugal, que tal planejar sua viagem para explorar essas incríveis regiões e degustar de vinhos maravilhosos pessoalmente?

A Bem-Vindo-a-Lisboa pode ajudar a tornar essa experiência inesquecível.

Aproveite para brindar à riqueza vitivinícola de Portugal com a BVL!

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Boas viagens e até o próximo post!

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